O que significa enterro com caixão lacrado?

O que significa enterro com caixão lacrado?

Muita gente não sabe o que significa enterro com caixão lacrado. Como também, em quais casos isso pode acontecer.

Sabemos que lidar com a perda de um ente querido nunca é fácil. Principalmente quando  não podemos ver a pessoa na hora do sepultamento ou da cremação. O que acontece quando o sepultamento ocorre com o caixão lacrado?

Vamos falar tudo sobre esse assunto ao decorrer do texto, sendo assim, confira!

Quando há a necessidade de se sepultar com caixão lacrado?

Isso acontece quando a pessoa morreu de alguma doença contagiosa, como, por exemplo, infectado pelo novo Coronavírus (Covid-19). Nesses casos, o caixão deve permanecer lacrado para que não haja perigo de contaminação das pessoas presentes no funeral.

Em alguns casos de mortes acidentais em que a vítima fica muito deteriorada ou desfigurada, é possível que o caixão também permaneça lacrado. Isso pode acarretar vários tipos de sensações incômodas, caso fosse um sepultamento com caixão aberto.

Formas de se despedir

Sem que haja um velório ou sepultamento tradicional, fica mais difícil de familiares e amigos elaborarem o processo de luto. De certa forma, poder ver a pessoa e se despedir dela traz certo conforto na hora da despedida.

A dificuldade para elaborar o luto é oriunda de não poder ver a pessoa antes de ela ser enterrada ou cremada. A elaboração do luto consiste em várias etapas pelas quais as pessoas que perderam alguém passam.

Essa elaboração não precisa contar necessariamente com uma ordem fixa das fases. Entre os momentos desse processo estão as fases de aceitação da nova realidade, a experimentação dos sentimentos de perda, como a dor e tristeza.

Além, das fases de adaptação da vida com a ausência da pessoa falecida, e o reposicionamento emocional, lindando com as memórias para que se possa olhar para frente.

Entretanto, para que tudo isso faça sentido mais rapidamente, a despedida da pessoa é essencial, porém, nem sempre é possível ver o ente querido antes de ser enterrado.

Dependendo do caso, o caixão deve ficar lacrado, o que pode dificultar os processos de luto.

Como ocupar sua mente no processo de luto

Os especialistas em luto dão dicas para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver o seu ente querido antes dele ser enterrado. Umas delas orienta a pessoa a escrever uma carta de despedida.

Na carta é importante escrever tudo aquilo que gostaria de ter falado para a pessoa falecida e não teve a chance. Isso pode ajudar a desabafar os sentimentos contidos, gerando uma sensação de alívio.

É recomendado ainda que a pessoa que não se despediu do ente querido como deveria, ocupe sua mente com atividades que goste e lhe tragam satisfação.

Como, por exemplo, cuidar do jardim, ler um bom livro, arrumar a casa, deixar tudo em ordem. A pessoa pode diversificar suas atividades até mesmo com algo que seja lúdico, como pintura, música etc.

É muito importante ainda, manter o contato com outras pessoas que também passam pelo momento de luto. Mesmo que o contato não seja pessoal, podendo ser via internet, é sempre bom dividir a dor e passar pelo processo de luto com o apoio de todos.

Enterro com caixão lacrado durante a pandemia do novo Coronavírus

Neste período de pandemia do novo Coronavírus, centenas de milhares de pessoas já morreram em decorrência da Covid-19. No Brasil já morrerão mais de 100 mil pessoas contaminados pelo vírus.

Os familiares e amigos dessas pessoas, infelizmente não puderam se despedir de seus entes queridos. Os falecidos não puderam nem ter um velório tradicional, devido os riscos de contaminação os caixões tiveram que ficar lacrados.

O Ministério da Saúde determinou, em março deste ano, que os velórios e funerais de pacientes confirmados ou suspeitos do novo Coronavírus, não acontecessem comumente, sendo com poucas pessoas e em um curto período de tempo, além do caixão lacrado.

Orientações de sepultamento e velório durante a pandemia

O documento também trouxe uma série de orientações para aqueles que decidam por realizar uma despedida tradicional, nos termos possíveis diante da situação de calamidade.

Entre as principais orientações está, a manutenção do caixão lacrado durante todo o velório e funeral, evitando assim, qualquer contato físico com a pessoa falecida.

A cerimônia poderá contar com apenas dez pessoas e deve ser realizada em lugares ventilados e de preferência abertos. Os presentes devem respeitar a distância mínima de, pelo menos, dois metros entre elas.

A presença de pessoas que fazem parte do grupo de risco do novo Coronavírus, tais como, indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos ou portadores de doenças respiratórias não devem comparecer ao funeral.

A retirada do corpo deve seguir todas as medidas de precaução individual como o uso de máscaras e equipamentos de EPIs. A movimentação do corpo e do caixão deve ser feita apenas pela equipe de saúde.

O que acontece se o caixão lacrado for aberto?

Em caso de doenças contagiosas, é terminantemente proibido abrir o caixão, pois, existe um grande risco de contaminação. Mesmo com as orientações do Ministério da Saúde em relação a velórios em tempo de pandemia, algumas pessoas descumpriram as regras.

Houve um caso na cidade de Cairu, na Bahia, em que os familiares resolveram abrir um caixão lacrado durante o velório de uma pessoa que morreu em decorrência da Covid-19.

Além disso, os parentes se aglomeraram diante do caixão. Após cinco dias, cinco pessoas da família foram diagnosticadas com infecção respiratória e testaram positivo no teste do Coronavírus, o que poderia ocasionar a morte de mais indivíduos e também contaminar mais pessoas.

Como surgiram os caixões?

Todos sabem o que é um caixão, mas poucas pessoas sabem como eles surgiram e de que forma eles passaram a ser utilizados pela humanidade.

Na verdade os caixões e o próprio ato de enterrar ou cremar as pessoas surgiram por causa do medo.

Isso mesmo, os ritos fúnebres são oriundos, na maioria das vezes, do receio ancestral de que os espíritos das pessoas falecidas possam retornar ao local onde moraram quando estavam vivas.

Por isso, os antigos, incluindo os homens primitivos, tinham cuidado com o depósito dos cadáveres nos túmulos ou mesmo quando realizavam cremações para que os espíritos dos falecidos não voltassem para perturbar os vivos.

No Museu de Arqueologia de Copenhagen, na Dinamarca há registro de um caixão primitivo que foi feito com um tronco de árvore. Ele possui um buraco com tamanho suficiente para conter o corpo de um morto da idade do bronze.

Isso mostra que já naquela época já existiam os ritos de passagem, que mesclavam com a ligação e respeito à natureza. Já na época dos Sumérios, há cerca de 6.000 anos, os mortos eram sepultados em cestos de junco trançados.

Os Egípcios por sua vez, tinham o costume de mumificar os mortos e colocá-los em esquifes de pedra polida no formato do corpo, que eram cobertas de hieróglifos.

Na Antiga Grécia, Império Romano, os caixões eram bem diversos, mas ao contratio da maioria dos lugares, os mortos eram colocados sentados nas urnas, que eram feitas de barro ou argila.

A popularização dos caixões

Muitos são os rituais e formas desses objetos, mas eles sempre tiveram a conotação de caixões. Justamente, por serem grandes o suficiente para guardar os restos mortais daqueles que se foram.

Em muitas partes da Europa, os caixões eram feitos de pedra, chumbo ou ferro, mas com grandes as pestes e com a pobreza de muitas pessoas que tinham condições de comprar esses artefatos, o caixão de madeira foi introduzido e se tornou muito popular.

O nome correto do caixão de madeira é urna. Ele foi tão popularizado que passou a ser utilizado por todas as classes sociais em todo o mundo. Hoje em dia existem os mais diversos modelos de caixão, variando de acordo com os costumes locais, das crenças da família e, até mesmo, do gosto das pessoas falecidas.

Em época de pandemia, não importa o modelo que será utilizado, o mais importante é que o caixão permaneça lacrado para a segurança de todos em caso de morte por doença contagiosa.

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