Sacrificar animais: entenda a eutanásia nos bichinhos

Sacrificar animais: entenda a eutanásia nos bichinhos

A eutanásia é um procedimento que visa cessar a vida de um ser, com o fim específico de acabar com sua dor ou sofrimento.

Assim como existe a eutanásia aplicada em seres humanos, como explicamos no artigo “Eutanásia: compreenda esse procedimento”, existe também o processo destinado aos animais, o qual abordaremos neste artigo.

O que é a eutanásia?

A eutanásia consiste em um procedimento especializado, realizado por médicos, para atender a vontade de um indivíduo, ou de seus familiares, em findar a própria vida, uma vez que alguma enfermidade ocasiona dor e sofrimento insuportáveis.

Ainda que realizado com o máximo de cuidado, zelo e respeito à vida, é um assunto que gera muitas discussões, uma vez que coloca em pauta a reflexão de princípios éticos e morais, crenças religiosas, leis e normas, além dos próprios sentimentos da família.

Tipos de eutanásia

Basicamente, a eutanásia é dividida em duas classificações, que consistem a “ativa” e a “passiva”.

De forma sucinta, pode-se dizer que a eutanásia ativa é provocada por uma equipe médica, com dia e hora marcados, onde a morte é induzida através de medicamentos. O óbito ocorre sem dor ou sofrimento, e, obviamente, a pedido do paciente.

Já na eutanásia passiva, o óbito se procede de forma natural, sem previsão de dia ou horário da morte, uma vez que é consequente da falta de assistência médica.

De forma proposital, a pedido do indivíduo enfermo, os cuidados médicos são cessados, e a morte é inevitável.

Em seres humanos, tanto a eutanásia ativa quanto a passiva são realizadas, enquanto que nos animais a forma adotada é a ativa.

A eutanásia em animais 

A eutanásia em animais não se difere muito da eutanásia em seres humanos, uma vez que seu objetivo é, principalmente, provocar o óbito para findar dores e sofrimentos insuportáveis, principalmente quando o paciente encontra-se em fase terminal.

Além de ser aplicada quando o bem-estar do animal estiver comprometido de maneira irreversível, a eutanásia também pode ser executada pelas seguintes razões:

  • quando a condição do animal causar riscos à saúde pública;
  • quando a condição do animal causar riscos à fauna ou ao meio ambiente em que estiver inserido;
  • quando o animal for objeto de estudo científico, com a devida aprovação de uma Comissão de Ética para Uso de Animais; ou
  • quando o tratamento a ser aplicado ao animal apresentar custos incompatíveis com a atividade produtiva que desempenha ou com os recursos financeiros de seu proprietário.

O procedimento é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), e não possui resistência de grupos de defesa de animais.

Execução da eutanásia em animais

O procedimento da eutanásia deve ser realizado por médico veterinário, conforme a legislação brasileira e internacional, de forma ética, e com a aplicação de técnicas eficazes e humanizadas.

O ato ocorre sem dor e com o mínimo de estresse possível, ocasionando alívio ao sofrimento do animal, naquelas situações em que a aplicação de medicamentos de uso normal ou outros tratamentos seriam incapazes de produzir esse efeito.

Decisão da eutanásia

Certamente, sacrificar animais não é uma decisão fácil a ser tomada, pois trata-se de ato irreversível, gerando dúvidas, angústias e incertezas pelos proprietários dos bichos.

Cabe ao médico veterinário dar toda a assistência e cuidados necessários ao animal, para sua sobrevivência e bem-estar.

Quando se esgotam todas as possibilidades de proporcionar qualidade de vida ao animal adoecido, o profissional irá orientar a eutanásia. E, nesse momento, cabe ao tutor do animal a aceitação e confirmação do procedimento.

Como funciona o procedimento?

Na maioria dos casos, a eutanásia em animais é realizada dentro da clínica veterinária do médico que assistiu o animal.

Em um ambiente tranquilo, livre de ruídos, limpo, higienizado e com pouca luminosidade, o animal é cuidadosamente manipulado, para que esteja calmo no momento do procedimento.

O médico, então, aplica anestesia no animal, e, posteriormente, uma medicação para ocasionar parada cardíaca.

O procedimento, que tem duração aproximada de cinco minutos, não ocasionará dor ou sofrimento ao animal.

Como proceder com o corpo

Após confirmado o óbito, o tutor do bichinho poderá optar pelos seguintes destinos ao corpo:

  • Deixá-lo na clínica, que se encarregará pelo enterro ou cremação, através da cobrança de uma taxa;
  • Retirá-lo na clínica, e encaminhar o corpo para onde desejar;
  • Encaminhá-lo a uma empresa prestadora de serviços funerários para animais.

Nunca é fácil dizer um adeus

A despedida de um animalzinho é dolorida tanto pelo seu dono, quanto pelos próprios especialistas encarregados pela eutanásia.

São diversos sentimentos envolvidos no procedimento, desde sua decisão até o último contato com o animal.

Muitas vezes, temos em nossos animais os melhores amigos e companheiros. Em algumas situações, eles fazem parte da família.

Despedir-se sempre será dolorido e triste, porém, em um cenário de doença e sofrimento, pode ser a melhor demonstração de amor e cuidado com o seu animal.

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