Velório, entenda a origem e como funciona

Abordaremos aqui todos os processos que envolvem a realização dessa cerimônia.

Há relatos de que a prática do velório tenha surgido na Idade Média, devido as famílias de maior posse utilizarem estanho para a fabricação de seus utensílios, como talheres e copos.

Portanto, ao ingerirem bebidas alcoólicas nesses copos e elas entrarem em contato com o estanho podiam causar diversos efeitos colaterais, chegando até mesmo ocorrer a narcolepsia, que é um distúrbio crônico do sono que causa sonolência diurna em excesso.

E com isso, ao terem a dúvida se o indivíduo havia falecido, o corpo era colocado em uma mesa ou cama e a partir disso começavam os rituais e vigílias para que tivesse a certeza sobre a morte ou não da pessoa em questão.

Devido não ter energia elétrica nessa época, costumeiramente esse processo era realizado com os familiares segurando velas por todo ambiente para que ficasse iluminado. Acredita-se que a expressão “velar o corpo” tenha surgido por conta desse fato.

Sendo um processo que normalmente é realizado com o intuito de que se confirme realmente o óbito, em algumas religiões o velório é uma obrigatoriedade por acreditar que o espírito precisa de 24 horas para se “desligar” do corpo.

Como funciona o velório?

É uma cerimônia fúnebre onde o caixão é colocado em um local para que familiares e amigos do falecido possam prestar suas últimas homenagens e condolências antes do sepultamento ou cremação.

Sendo que o ritual varia de acordo com cada religião e vontade dos familiares ou pedidos do falecido ainda em vida, existem velórios com música, recitais, jantares, entre outros costumes.

No Brasil, normalmente o velório é realizado em cemitérios que possuem um espaço propriamente para essa cerimônia ou em igrejas/capelas.

Além disso, em alguns casos que o falecido é uma notória figura pública, realizam a cerimônia em locais como palácios e sedes de governo para que possa ocorrer a visitação de centenas e até milhares de pessoas.

Importância do Velório

Além de ser realizado para que se tenha a total confirmação do falecimento, tem sua importância em torno dos aspectos religiosos e por ser um momento em que familiares e amigos podem se despedir e prestar suas últimas homenagens em memória do falecido.

Duração do Velório 

Variando de acordo com a religião e preferências dos familiares, pode durar algumas horas ou até mesmo dias com o corpo em exposição.

Normalmente as salas de velório nos cemitérios do país estipulam um tempo limite de 24 horas para a realização da cerimônia.

Temos como exemplo, o velório do apresentador Gugu Liberato que teve uma duração de aproximadamente 22 horas, tendo sido realizado no Cemitério Gethsêmani (Morumbi) e reunido além de seus familiares, diversos amigos, celebridades e fãs.

Como realizar um velório?

Agora que trouxemos com mais detalhes como funciona essa cerimônia, abordaremos aqui decisões importantes que devem ser tomadas para a realização do velório. 

Local do Velório

Atualmente, em sua maioria os velórios são realizados em espaços destinados para essa cerimônia próximos ou até mesmo localizados dentro das próprias necrópoles.

Ao escolher o local, é de extrema importância conferir sua estrutura, se o espaço possui banheiros, lanchonete e estacionamento, com isso facilitando o acesso de que irá prestar as últimas homenagens ao falecido.

Além disso, algumas salas velórios possuem uma alta demanda na realização de cerimônias, sendo imprescindível verificar a disponibilidade de data e horário do local escolhido.

Funerária

Responsável por diversos processos realizados no velório, como a preparação e translado do corpo, decoração da sala, além dos trâmites contratuais para a cerimônia, escolher a funerária requer muita atenção e pesquisa.

Mesmo sendo um momento de fragilidade emocional, há que realizar uma procura por um serviço funerário digno e de qualidade, buscando informações como reputação da empresa, reclamações (caso tenha), tempo no mercado funerário, além dos valores e documentações necessárias para a cerimônia.

Documentação 

Após a contratação de um serviço funerário para prestar toda assistência nesse momento, ainda é necessário que se tenha muita atenção referente aos documentos e questões contratuais para a realização do velório e posteriormente o sepultamento ou cremação.

Para que não se torne um momento ainda mais doloroso, por conta de erros e atrasos para a realização de cerimônias, recomenda-se que em conversa com o serviço funerário entenda quais documentações são feitas pela empresa e quais você deve providenciar, como o atestado de óbito e demais informações sobre o falecido.

Decoração da Sala

Após concluído todo o processo de documentação para o velório, juntamente em contato com a funerária escolhida e o local onde será realizada a cerimônia, é importante que seja informado quais as preferências na decoração.

Em casos que o falecido informou em vida para a família algumas instruções de como deveria ser realizado o velório, recomendamos seguir as preferências para que esse momento de despedida seja uma forma de honrar a memória do falecido e confortar os familiares.

Sabemos que mesmo sendo um assunto que já não é mais um tabu atualmente, mas ainda assim a morte é pouco comentada nos círculos familiares.

Portanto, caso não tenha sido informado em vida pelo falecido quais seriam suas preferências e pedidos para esse momento, o ideal é trazer aspectos que lembram a memória do ente querido, como músicas, flores, cores e até mesmo hobbies e atividades como o futebol, basquete e afins.

Familiares e amigos
Por fim, ao definir todos os detalhes desta cerimônia, é o momento de convidar familiares e amigos mais próximos do falecido para a despedida.

É importante informar local, data e horário assim que for definido, pois sabemos que o tempo entre os eventos (falecimento, velório, sepultamento/cremação) é bastante curto.

E assim, os presentes no local poderão prestar suas últimas homenagens em memória do falecido, com a certeza de que continuará sendo lembrado por familiares e amigos.